Ah, garotas!

Agosto 12, 2008 at 4:44 pm (Uncategorized)

O que raios uma mulher que fazer no mercado de jogos?!

Calma! É que terminei de ler o texto da Benda Brathwaite no Game Carrer Guide e achei bem legal a abordagem que ela fez. Ela questionou homens sobre como é “ser um homem no mercado de games”. Sim, é ridícula a pergunta. E é esse o ponto.

When people take a low shot at someone for their gender, their race, their sexuality, or anything else that defines them, it’s the asshole that’s the problem, not the gender or the industry or anything else.

- Brenda Brathwaite

Trabalhei e trabalho com mulheres fantásticas, inteligentes e dedicadas. Algumas inclusive são modelos de profissionalismo, paciência e perserverança para mim. Outras me ensinaram a corrigir falhas interpessoais ao trabalhar em equipe, já que é o universo feminino é tão sensível quanto retaliador.

Ainda no texto, a Brenda relata o seguinte:

Jeff (McNab) tells me about how it’s important to have diverse teams so that your diverse projects will attract a more diverse audience. He talks about how important it is for him as a man in games to consider experiences beyond his own.

Sim, é verdade. Também gosto de ter outros pontos de vista atuando sobre um projeto. Dessa forma, os detalhes são vistos por diferentes ângulos, o que colabora para o enriquecimento do trabalho final. Mas e aquela conversa sobre “sutileza”, “sensibilidade”, etc?

É realmente um diferencial ter uma mulher na equipe? Ou o ponto é que não há diferencial algum?

Poxa vida, vejamos o próprio Shigeru Miyamoto e a sensibilidade que ele tem pra gerar conceitos de jogos. Uma mulher faria melhor ou pior? Realmente, não importa, certo? O que deve ser levado em conta é a genialidade na hora de colocar em prática uma boa idéia.

Agora, pensando nisso, qual o lance de se dedicar 30% das vagas só para mulheres? Isso não é tão estranho como o sistema de cotas para negros nas universidades? Uma espécie de “preconceito ao contrário”?

Adoro garotas e também adoro trabalhar com elas. Vez ou outra tomo um patada num dia ruim, mas acontece. Sem falar que é super divertido presenciar momentos Totally Spies. Mas prefiro levantar a bandeira da igualdade invés da diferenciação.

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